Abro os olhos aos poucos, evitando assim uma ‘cegueira’ momentânea. Demoro um pouco para sair da cama, tenho aqueles minutos para ‘ativar’ o cérebro, estico-me expulsando a preguiça do meu corpo. E por um momento penso simplesmente no que farei para ocupar meu dia. Normalmente, passo o dia inteiro trancafiada em casa, reclamando da vida, fazendo coisas bobas, ou perco bastante tempo navegando na internet. Caminho até a janela, e arrasto as cortinas pesadas. Que dia maravilhoso, seria um desperdício ficar em casa. Pensei. Mas, não seria a única vez que desperdiçaria um dia lindo, apenas por preferir a solidão. Nunca fui uma adolescente comum, não sou do tipo que sai para festas, que vive pensando em garotos, que vive fantasiando aquele sapato, nunca quis ser ‘popular’ na escola, estou fora de qualquer padrão de beleza, sou desajeitada, meio estranha, confusa, ás vezes gaguejo, tropeço no meu próprio pé, prefiro livros a novelas, resumindo sou incomum. Durante todos meus anos de vida tentei aprender a conviver com toda essa minha estranheza, mas confesso, até mesmo para mim é complicado. E adivinhe só ? Desperdicei mais um dia, com medo de mostrar ao mundo quem sou
Ria pra mim
Ria do que quiser, mas sempre me dê um sorriso.
ria de mim, ria comigo. Das minhas piadas, do meu jeito, dos meus defeitos